terça-feira, fevereiro 20, 2018

Sacanices

A pressa com que se atirou para os braços deste banco americano, mal saiu da Comissão Europeia, deu azo a muitas especulações, mas quem não quer ser lobo não lhe veste a pele...

segunda-feira, fevereiro 19, 2018

Do mal o menos

Não é fácil descortinar algo de positivo saido deste consistório do partido laranja. No geral foi uma desilusão.
Desde a aliança  baronesca de Santana Lopes com Rui Rio, até ás trágico-cómicas despedidas de Luís Montenegro e Passos Coelho, para o país, o congresso do PSD foi uma irrelevância.
Para se aquilatar do nível geral dos participantes deste evento bastará referir que ficaram escandalizados e vaiaram a anterior bastonária dos advogados por, imagine-se, ter contestado, como lhe competia por inerência do cargo, a pior ministra que passou pelo ministério da justiça.
E, no entanto, se algo de menos mau saiu  deste congresso terá sido a sua escolha para vice-presidente do PSD.



sexta-feira, fevereiro 16, 2018

O salvador de Rio

Há suspeitas de que Salvador Malheiro, presidente da câmara de Ovar e líder da campanha de Rui Rio á liderança do PSD, vai ser um homem forte no mandato do novo presidente do partido.
Não sei se é sina dos líderes do PSD associarem-se a gente pouco recomendável: Se Cavaco Silva escolheu Duarte Lima para presidir ao grupo parlamentar e Oliveira e Costa para as Finanças, Passos Coelho aprendeu a lição do professor e fez parceria com Miguel Relvas.
Com este  Salvador, Rui Rio parece não querer ficar atrás dos seus antecessores.
Porém, se confiar em tal nadador-salvador corre o risco de se afogar...

Batata Rambana

O vocábulo é-me familiar desde o berço. A semente oriunda de Montalegre era lançada á terra pelo fim de Março e, havendo cuidado com o escaravelho, pelo fim de Maio, as folhas meio murchas indiciavam as belas  batatas Rambana á espera de serem libertadas da terra.

Com a adesão á Europa, fomos invadidos por batata de semente de países mais a norte, cujo sabor nem de longe se aproxima do das transmontanas.

Salvar o que é nosso, não é opção, é obrigação.


quarta-feira, fevereiro 14, 2018

O diabo que os carregue...

Há 17 anos que a economia não crescia tanto.

Os adoradores do diabo não vão gostar nada desta notícia e tentarão subvalorizar este sucesso. Já os conhecemos. 
Quem não os conhecer, que se cuide se ainda for a tempo.

segunda-feira, fevereiro 12, 2018

Boicotes

Ouço nas noticias, que a pretensa rebelião dos presos do Estabelecimento Prisional de Lisboa terá sido incentivada pelos respectivos guardas prisionais, com o objectivo de forçarem o governo a aceitar as suas reivindicações.

Também a liga dos bombeiros ameaça "desinvestir" no combate aos incêndios florestais se o governo não aceitar as suas reivindicações. 

Alguns sindicatos e instituições conexas parecem confundir o direito à greve com o direito ao boicote.

Nem vale tudo, nem tudo é legal. 

sexta-feira, fevereiro 09, 2018

Dom Clemente e o sexo dos anjos


Se os tais casais fossem dotados com o sexo dos anjos, talvez o conselho resultasse. Porém, como o sexo dos anjos é uma abstração, há apenas que lamentar mais uma estrambólica ideia do bispo de Lisboa, cuja veia troglodita não cessa de nos surpreender.



quinta-feira, fevereiro 08, 2018

A bússola avariada

Ja desconfiava. Tanta irrequietude tinha de ter consequências: perdeu o norte.
Se Marcelo Rebelo de Sousa, presidente da república potuguesa, acha que o sucesso do governo de António Costa aconteceu porque seguiu as pisadas de Passos Coelho e Paulo Portas, ou precisa de óculos ou tem a bússola avariada.

Como foi reconhecido pelos próprios, Passos e Portas, e também  por Bruxelas, o caminho seguido por António Costa vai no sentido diametralmente oposto à direcção apontada pelo governo PSD/CDS e pelos génios de Bruxelas. Uns e outros auguraram o pior se Costa seguisse esse caminho. Todos se enganaram. Compreende-se que agora recuem e queiram parte dos louros, mas tenham paciência, já que a vergonha não os assiste.
Se  a vista do presidente está tão turvada que não enxerga as  diferenças, vá ao oftalmologista, embora  julgue que o problema que o faz cambalear para a direita esteja na laranja que lhe pesa no peito...

Ainda vai no primeiro mandato, mas,  a continuar assim, arrisca-se a seguir o sinuoso  trilho do seu antecessor, que culminou na vergonha do regime.




quarta-feira, fevereiro 07, 2018

Poluição do Tejo

Poucas dúvidas haverá de que a recente  poluição do rio Tejo se deveu a descargas das fábricas de celulose, mais concretamente a da empresa Celtejo, sediada em Vila Velha de Ródão.
As dificuldades encontradas pelas autoridades do ambiente para efectuarem as análises às descargas desta fábrica não diminuem a culpa.
A prova viu-se no rio, o crime também.


quinta-feira, fevereiro 01, 2018

Não há justiça sem bom senso

segunda-feira, janeiro 29, 2018

A justiça e a luta partidária.

Ninguém de boa fé e em seu perfeito juízo acredita que o ministro Mário Centeno, ou  qualquer outro, se deixaria corromper por dois bilhetes para um jogo de futebol.

Por ocupar os recursos a caçar gambuzinos é que provavelmente o Ministério  Público  fica sem os meios para atender a outros casos como os de violência doméstica, de cuja falta se socorreu o presidente do sindicato dos magistrados do MP para justificar o não atendimento da queixa da mulher que trinta e sete dias depois foi morta a paulada pelo marido (ver post  anterior).

Toda a gente sabe que a direita aposta desde início no ataque a Mário Centeno para desgastar o governo. Com uma política diametralmente oposta à seguida pelo governo PSD/CDS, este ministro das finanças pôs a economia a crescer, o desemprego a baixar, a dívida a diminuir, levou as exportações acima de  40% do PIB e ainda ganhou prestígio para a Europa o querer a presidir ao Eurogrupo.

Tal sucesso tornou-se intolerável para a direta portuguesa que em vez de apresentar propostas credíveis para virar o eleitorado a seu favor, apostou tudo na vinda do Diabo. Como o Diabo não se prestou ao frete, virou-se para a Justiça que, estranhamente, parece disposta a fazer o papel do mafarrico.

Com tanto diabo à solta, pode parecer um auto de Gil Vicente, mas neste caso não é ficção e quem se queima é a democracia.

domingo, janeiro 28, 2018

Formação, deformação...


Leio e pasmo, porque se é esta a desculpa para o não atendimento adequado da queixa da mulher que foi morta à paulada pelo marido, trinta e sete dias, repito, trinta e sete dias depois de alertar que o marido ameaçava matá-la se se queixasse, algo está podre neste reino.
Se somos incapazes de proteger às vítimas que se queixam, dificilmente faremos justiça às que não chegam a queixar-se.

quarta-feira, janeiro 24, 2018

Crimes televisivos?

Há anos que na televisão praticamente só vejo filmes, além de um ou outro jogo de futebol, de preferência sem som. Para as notícias valho-me da Internet. 
Quando cedo à tentação de voltar ao convívio televisivo, acabo por me arrepender, tal a degradação a que se chegou com a parcialidade das noticias/comentários, sem falar no populismo boçal dos programas que as Tvs destinam ao "povo". Felizmente há mais "povo" para além do da TV.
Mas, pensar que o panorama televisivo não pode piorar,  é pura estultícia. A prová-lo está  o programa Supernanny da SIC, cuja exibição está a ser criticada por diversos sectores relacionados com a protecção de menores, que consideram prejudicial a exposição publica das crianças usadas no programa, havendo "elevado risco" de este "violar os direitos das crianças, designadamente o direito à sua imagem, à reserva da sua vida privada e à sua intimidade".
Se o Ministério Publico abriu um inquérito crime a uma estação televisiva, certamente não é apenas a ética que está em causa. Há mais qualquer coisa.



segunda-feira, janeiro 22, 2018

Consensos

Falar de consensos em abstracto é conversa da treta. Falar de consensos entre partidos, excluindo os partidos mais à esquerda,  que garantem a actual maioria parlamentar, revela uma visão deturpada da democracia.

domingo, janeiro 21, 2018

A verdade vai-se sabendo

A segunda metade de 2017 foi dominada pelos fogos florestais. A comunicação social apoderou-se da desgraça alheia, com as televisões a incendiar os ecrans de manhã à noite.
Incapaz de resistir ao chamamento populista, o presidente Marcelo prestou-se a uma demonstração de oportunismo político, a coberto de uma subjectiva afectividade, liderando um sentimento que fez recair sobre o governo actual a responsabilidade por décadas de negligência na gestão florestal e de absurdas impunidades com criminosos incendiários.

A possibilidade de os incêndios serem de iniciativa criminosa, não preocupou o presidente nem a oposição de direita, que usou tragédia dos incêndios como plataforma para atacar o governo.

Que outra explicação haveria para deflagrarem, numa só noite, mais de quinhentos fogos a norte do Tejo?
A dimensão e a notória coordenação destes crimes pressupõe uma organização ainda por identificar...


sexta-feira, janeiro 19, 2018

Piar fininho

Quem esperava saber novidades na abertura do ano judicial terá ficado desiludido. Isto é, os oradores do ramo limitaram-se ao politicamente correto, garantindo que tudo está bem, com a ressalva de que gostariam de ter mais dinheiro e mais meios, como todos nós... Nada de novo, portanto.

Os que ainda acreditavam que o presidente Marcelo fosse tão "assertivo" com o poder judicial, como tem sido com o poder executivo e com o parlamento, terão assistido a um exercício de equilibrismo com pinças e paninhos quentes que resultou confrangedor.
Se até o presidente pia fininho perante um poder que não emana dos votos, mal vai a República.

segunda-feira, janeiro 15, 2018

Vendilhões


O problema é que já nem o diabo parece interessado nestas almas que batem muito no peito, mas não hesitam em dar facadas nas costas.


domingo, janeiro 14, 2018

Atravessar a ponte

Se Rui Rio conseguir atravessar a ponte sem se desorientar, talvez tenhamos homem. Outros o tentaram e vários falharam: Miguel Cadilhe, Fernando Gomes, Teixeira dos Santos, Daniel Bessa... A lista é extensa.

Há tripeiros que não conseguem viver sem o Porto e, quando têm que se ausentar, tentam levá-lo  com eles. Como ainda nenhum conseguiu, acabam desiludidos e regressam a penates...

quinta-feira, janeiro 11, 2018

O ultimo combate

Ouvir hoje na radio (TSF e Antena 1) o debate entre Rui Rio e Santana Lopes foi mais do mesmo. Embora se apresentem como homens de futuro, tanto um com outro têm passado e os portugueses conhecem-no. Os debates não acrescentaram nada a esse passado que ambos tentaram justificar, atacando-se mutuamente.

Sobre o que propõem para o país - educação, saúde, segurança social, emprego, crescimento -, nada de concreto, apenas lugares comuns. A única preocupação de ambos foi baixar o IRC, o que não deixa de ser sintomático da política que querem prosseguir. Como apenas 32% das empresas paga IRC, o fraco alcance desta medida na economia torna-se evidente.

Ah! E ambos querem alterar a Constituição...
À direita a renovação continua adiada.

segunda-feira, janeiro 08, 2018

Telhados de vidro

Sobre a lei de financiamento partidário,  entretanto vetada pelo presidente da República, não me pronunciei. A lei desconheço-a em concreto, o veto, pareceu-me condicionado pela pressão da opinião pública, mas, que o mandato de Marcelo vai ser orientado pelo populismo, ninguém duvida.

O que mais me escandalizou não foi a isenção do IVA aos partidos, algo que é concedido a igrejas, IPSS, e mais alguns milhares de instituições cuja utilidade pública está longe de se poder comparar à dos partidos. 
O que de facto foi vergonhoso neste processo foi a postura do CDS. Um partido que teve a lata de receber dinheiro de Jacinto Leite Capelo Rego, deveria ter tento na língua e não vir pregar lições de moral. Quem tem telhados de vidro...


sexta-feira, janeiro 05, 2018

Santana vs Rio

O país assistiu a um debate onde o prato forte foras tricas. Se em vez de tricas, o Rui Rio tivesse trazido uma dose de tripas...
O que ontem vimos foram dois políticos datados, cada um à sua maneira: Santana regressou ao estilo de "menino guerreiro", interrompendo amiúde o  adversário, um modelo de debate muito em voga nos anos oitenta do século passado, que já não pega. Para além disso, tentou convencer-nos de que o culpado das trapalhadas que arranjou  quando herdou o cargo de primeiro-ministro de Durão Barroso foi o presidente Jorge Sampaio. Uma trapalhada!

Por seu lado Rui Rio, sempre no estilo "não me comprometa", não conseguiu desembaraçar-se da acusação de ter sido simpático com António Costa quando ambos eram presidentes de câmara, o que para Santana parece ser impedimento  para ser líder do PSD. Embora ser malcriado e agressivo com adversários políticos ainda tenha seguidores (vide Assunção Cristas),  a boa educação e a tolerância nunca fizeram mal à democracia e o povo sabe valorizá-la, como mostram as sondagens.

Por fim, sendo bons seguidores do guru de Belém esperava-se que dissessem como pensam reinventar o país, mas também nisso ficámos em branco. 

Uma perda de tempo.

quarta-feira, janeiro 03, 2018

O grande inventor

A Marcelo Rebelo de Sousa nunca faltou imaginação, sendo talvez  um dos responsáveis pela tendência inventiva do jornalismo português.
Somos um país pequeno onde, felizmente, não acontecem muitos acontecimentos relevantes. A solução é inventá-los e a nossa imprensa encarrega-se  disso. Desde que Trump inventou as fake news, qualquer um perspega uma galga no Facebook que ninguém lhe questiona a veracidade da bojarda.

Como Presidente da República, Marcelo está a outro nível e não se contenta com inventar factos ou simples notícias. Quer inventar um país,  pois já não lhe chega este minúsculo retângulo. 
Incensaram-no, agora aturem-no.



segunda-feira, janeiro 01, 2018

Cuidado com os afetos

Como alguém já disse, os afetos atribuídos ao presidente Marcelo de afeto têm pouco. Tudo espremido, é simples populismo.

O problema é que, independentemente das intenções dos respectivos sujeitos, o populismo em Portugal escorrega sempre para o Salazarismo.
Enquanto a direita não gerar uma referência compatível com a democracia, Salazar continuará a ser a sua referência ideológica.
Sá Carneiro e Freitas do Amaral não conseguiram corporizar uma alternativa a essa referência. O primeiro, cuja trágica morte foi explorada no pior sentido, teria hoje dificuldade reconhecer o partido que fundou, tal a deriva de inspiração Salazarista provocada por  décadas de liderança cavaquista.
O segundo, Freitas do Amaral, teve de abandonar o CDS.- que lhe deve a paternidade -, pois, doutro modo,  arriscava-se a ser expulso pelos arrivistas que transformaram o partido num consumível descartável do PSD.

Em quarenta anos de democracia, o expoente da direita portuguesa foi Cavaco Silva,  cuja obra em prol do país foi tão desastrosa que hoje poucos duvidam ser ele o principal responsável pelo atraso de Portugal face aos parceiros europeus.



domingo, dezembro 31, 2017

Pisar o risco

"... o Presidente encontrou naquilo a que se chama os “afectos”, que de afectos tem pouco, uma fórmula de aumentar tanto a sua popularidade que ela lhe serve de poder em matérias em que constitucionalmente não se devia meter."

Um professor de direito constitucional que "esquece" a separação de poderes quando se torna presidente da República, não tem desculpa nem atenuantes.

Provar do próprio veneno

Fenómeno que não tem sido muito divulgado relativo às últimas eleições na Catalunha, que deram a maioria ao conjunto dos partidos pro-independência, foi a vitória dos partidos que querem continuar espanhóis nas maiores cidades da região, Barcelona e Tarragona.

Baseado neste facto criou-se um movimento que passou a "lutar" pelo desmembramento  destes espaços da Catalunha, isto é, lutar pela independência de Barcelona e de Tarragona da Catalunha...
Este território anti-independentista, a que chamam Tabarnia,  corresponde a uma faixa  de 250 quilómetros ao longo do Mediterrâneos por 60 quilómetros terra dentro, a parte mais rica e urbana de toda a Catalunha.

Esta luta particular passa pelo humor e pela utilização maciça das redes sociais, onde já ocupa os lugares cimeiros, mereceu referências do New York Times e está a ser observado por instâncias europeias.

Convocar um referendo legal para desanexar da Catalunha este território é uma possibilidade real, o que provoca calafrios nos independentistas catalães que se preparam para assumir a Generalitat, cujo orçamento é suportado a 87% pelos contribuintes da Tabarnia... 2018 promete. 
Bom Ano!

(Mais informação aqui)



sexta-feira, dezembro 29, 2017

Diálogos de fim de ano


- Que história é essa do pernil de porco da Venezuela?
-  Queriam pernil de porco preto sem pagar...
-  Grandes maduros!...

- Diz aqui que há nove mil que não querem dar o nome de Mário Soares ao aeroporto do Montijo.
- Se fossem nove milhões... Provavelmente preferem o Paulo Futre, que é da terra, como o do Funchal que é do Cristiano...

- O Rui Rio diz que vai libertar Portugal da amarração à extrema esquerda.
 Embora não fosse  assim tão novo no 25  de Abril, já se deve ter esquecido do que é estar amarrado. Mas quem primeiro falou em amarras foi o Saraiva da CIP. À falta de ideias que lhe espevitem a campanha, o Rio aproveitou a deixa


- Esta é a melhor: os portugueses vão ser todos aumentados em 2018.
- Deve ser por causa da tal amarração, mas é melhor esperar para ver. Os partidos é que  não tiveram paciência e já se adiantaram...

- O Marcelo continua internado.
- Deve estar pior que estragado. Obrigaram-no a parar... Estimo as melhoras.


Bom Ano!





segunda-feira, dezembro 25, 2017

A frase do ano


Qual destes políticos algarvios é o autor desta frase?

- Aníbal Cavaco Silva
- Manuel Teixeira Gomes
- José Mendes Bota
- Mário Centeno

Quem acertar ganha uma entrada para o réveillon no Terreiro do Paço...

Quem tiver dúvidas, pode seguir o link e ficar a saber como se conseguem os "milagres" que alguns insistem em negar, apesar das evidências.

domingo, dezembro 24, 2017

Boas festas



Aos visitantes deste blogue, com sinceros agradecimentos pela vossa distinção, votos de Feliz Natal.

sexta-feira, dezembro 22, 2017

Presidente promulga orçamento 2018, porém...


Pântano catalão

Conhecidos no essencial os resultados das eleições autónomas na Catalunha, no que respeita ao futuro governo e parlamento catalães ficou tudo praticamente na mesma, ou seja, em ambas as situações, quem vai predominar são os partidos independentistas.
O partido mais votado foi no entanto um partido do chamado bloco constitucional, o Ciudadanos, uma vitória saborosa para a sua líder local, Inês Arrimadas, que não chegou para impedir a vitória do bloco independentista.

Confirmando uma tendência que já vinha detrás, o Partido Popular do primeiro-ministro Mariano Rajoy caiu estrondosamente, tornando-se no menos votado dos partidos com assento no parlamento catalão, com apenas  três depurados. Uma derrota clamorosa,  para o líder do partido na Catalunha, Garcia Albiol, mas também para o primeiro-ministro, que se empenhou na sua eleição,  e para o próprio Partido Popular, que ao desaparecer do mapa político na Catalunha arrisca perder em toda a Espanha para o Ciudadanos.
Uma crise política em Madrid não surpreenderia.

Por outro lado, muitos dos líderes independentistas, vitoriosos nestas eleições, incluindo o melífluo Carles Puigdemont,  continuam sob alçada da justiça, arguidos de crimes contra o estado espanhol, nada sugerindo que as eleições os libertem desse grilhão, o que vai  convulsionar o pântano catalão.

Em tempo: Convém ter presente que embora tivessem ganho em número de deputados, os independentistas perderam para os partidos constitucionalistas em número de votos. Ou seja, há mais eleitores que não querem a independência que o inverso. 


quarta-feira, dezembro 20, 2017

Atropelamentos e sabotagens

Só estranha quem não anda na rua. Neste caso, além da tradicional deseducação dos condutores, junta-se a indisciplina dos peões. Já repararam na quantidade dos que evitam os passeios, preferindo  invadir a faixa de rodagem?
Ou porque são velhos e a faixa de rodagem é mais plana que os passeios, ou porque têm medo dos roubos por esticão, certo é que este fenómeno relativamente recente, também não deve ser estranho ao aumento dos atropelamentos.
Nem falo daqueles que, saindo do nada, entram a correr nas passadeiras...

segunda-feira, dezembro 18, 2017

Vícios privados, cobardias públicas

O gosto dos portugueses por fogueiras já vem de longe e, se apanham alguém na mó de baixo, raramente escapa à execução na praça pública. A história da nossa proverbial coragem, ou está mal contada, ou esgotou-se com os afonsinos...

No caso das Raríssimas, por  que  havia de ser diferente? Embora  ninguém duvide que  se trata de uma instituição válida e meritória, a condenação sem julgamento da fundadora que a pôs de pé assemelha-se a um auto de fé.
Quem ascende a posições de domínio numa instituição cai facilmente em abusos, tendo  a tentação de os justificar com o que a instituição lhe deve pelo que fez em seu benefício.
Pode ser o caso da fundadora da Raríssimas que terá abusado do cargo enquanto presidente. 
Porém, quem a empurra para a fogueira comete seguramente um crime maior.

domingo, dezembro 17, 2017

Os ciúmes do presidente

Os incêndios deste verão foram uma tragédia de grandes proporções, sobretudo pelo número de vítimas mortais que provocaram.

A reconstrução das áreas atingidas está em marcha, sendo demagógico exigir, como alguns deixam transparecer, que em apenas 90 dias  as casas estivessem todas reconstruídas e os terrenos replantados.
Apesar disso, é lamentável que continue a utilização dos incêndios no debate político, servindo até, imagine-se, para ofuscar o êxito que constituiu a subida de dois níveis no ranking da dívida.

Que os partidos de direita se sintam derrotados pela melhoria do ranking, que objectivamente põe a nu os erros da sua política quando governaram, compreende-se. Que o presidente Marcelo se junte a este grupo dos radicais incompetentes e, mais uma vez, se agarre demagogicamente aos incêndios para não celebrar aquele feito, é que surpreende.
Se, como parece, os êxitos do governo lhe provocam azia, corra à farmácia, talvez os  amigos não tenham esgotado as alka-seltzer...