segunda-feira, dezembro 11, 2017

O MELHOR DO MUNDO

É Portugal, pois claro, o melhor destino turístico do mundo.

Lisboa, Madeira e Turismo de Portugal também ganharam prémios.

domingo, dezembro 10, 2017

Mais um fiasco

Entre as tarefas que se depararam a este governo, emendar  decisões do governo de Passos, Portas e Cavaco tem sido uma das principais.

Já teve que emendar a privatização da TAP, privatizada à pressa já depois das eleições que retiraram a maioria à dupla PSD/CDS, cabe agora ao governo de António Costa debruçar-se sobre os CTT, cuja privatização provocou a degradação dos respectivos serviços, causando prejuízos incalculáveis aos cidadãos e à economia do país.

Por mais água benta que o presidente e os patrões da comunicação social atirem sobre o governo da coligação PaF,  o tempo acaba por revelar a herança sinistra que deixou.

sábado, dezembro 09, 2017

A entrevista

A entrevista de Mário Centeno no público é um documento que deve ser lido, sobretudo por aqueles que o criticam, mas cuja actuação se esgota em selfies...

sexta-feira, dezembro 08, 2017

Zeca Diabo

 O Zeca Diabo de Sucupira era um cangaceiro de ficção, mas este é real.
A notícia de que Zeca Mendonça, conhecido verdugo do PSD apanhado a pontapear um jornalista, vai ser assessor do presidente Marcelo Rebelo de Sousa para a comunicação social, além de revelar falta de respeito pelos profissionais da dita comunicação, justifica o aforismo de que o crime compensa e faz luz sobre as preferências dos famosos afectos de Marcelo.

"Diz-me com quem andas..."

quarta-feira, dezembro 06, 2017

Johnny Hallyday - 1943 -2017

Y una vez más, gana Portugal


Talvez com uma pontinha de inveja, é assim que o espanhol El País aborda os êxitos conseguidos pela diplomacia portuguesa e não só. Ao contrário da proverbial arrogância espanhola, a que o articulista nunca se refere, Portugal aposta na simpatia e discrição, contentando-se em concorrer como segunda opção, o que explicará os sucessos portugueses, segundo o jornal.

Enfim, ciúmes de vizinhos.

segunda-feira, dezembro 04, 2017

Rui Ri(s)o

Rui Rio, candidato à liderança do PSD, congratula-se com a eleição de Mário Centeno para presidente do Eurogrupo, mas entende que o mérito tem de ser repartido com o governo de Passos Coelho, o tal que pôs o país a pão e água e nem com truques conseguiu cumprir o défice.

Com tanto sentido de humor, talvez o candidato deva mudar de nome...

Os atritos de Marques Mendes

Confesso que não acompanho a sua charla televisiva, mas os títulos dos jornais por vezes impõem-no.
Lembro-me dele desde os tempos de Sá Carneiro, ladino, truculento e inconsistente, mas sempre obediente às lideranças do seu partido, mesmo as que foram mais prejudiciais ao país. 
É sob esse prisma que as intervenções televisivas de Marques Mendes devem ser interpretadas.
Incapaz de se retratar da deselegância que teve com o ministro Centeno quando surgiu a notícia de que poderia ser candidato ao Eurogrupo, comparando-a a uma mentira do primeiro de Abril, o parcial comentador comportou-se como um serventuário da politiquice, inventando atritos entre os partidos que suportam o governo.

A minúscula mente de Marques Mendes não compreende que nem todos os partidos que apoiam governos têm de ser como o CDS, que abdicou da sua indentidade para apoiar o pior governo e o pior presidente, que entre 2011 e 2015 privatizaram tudo o que havia no sector público e espalharam a miséria entre o povo.

sábado, dezembro 02, 2017

Banal

Questionado sobre a declaração de Marcelo Rebelo de Sousa acerca da possível eleição de Mário Centeno para presidente do Eurogrupo, na qual o presidente referiu que o importante era que ele continuasse centrado no bom desempenho enquanto ministro das finanças, António Costa respondeu "óbvio", lembrando que uma das condições para ser presidente do Eurogrupo é ser ministro das finanças.

Tal resposta levou o Diário de Notícias a concluir que António Costa reduziu a declaração de Marcelo a uma banalidade.

A única questão que tal conclusão suscita é se apenas agora no DN se aperceberam de que muito do que diz Marcelo Rebelo de Sousa só pode ser banal, porque "quem muito fala pouco acerta" e ele não consegue controlar-se.

sexta-feira, dezembro 01, 2017

Centeno


Por enquanto é uma possibilidade, mas só a probabilidade de Mário Centeno vir a presidir ao Eurogrupo, contando entre outros com o apoio da Alemanha, França, Itália e Espanha, justifica o orgulho dos portugueses nesta candidatura. 
Os economistas encostados à direita (Cavaco, Teodora, Maria Luís e quejandos) tudo fizeram para o descredibilizar, antevendo catástrofes face às previsões do ministro das finanças, chegando ao ponto de ridicularizar o seu estilo simples e aparentemente ingénuo,  cuja argúcia os confunde, amarrados que estão  aos dogmas neoliberais.
A tudo Centeno respondeu com resultados positivos, baixando o deficit para valores nunca antes atingidos, reduzindo o desemprego e melhorando o PIB, tudo fruto de trabalho sério, competente e sem truques, reconhecido interna e externamente.

Há cerca de um ano, o PSD de Passos Coelho e o CDS de Cristas tentaram demiti-lo com base nuns emails que um egocêntrico presidente da Caixa Geral de Depósitos terá trocado com o ministro das finanças, em que se garantiria aos administradores da CGD a isenção de apresentar no Tribunal Constitucional a declaração de rendimentos. Se tal fosse permitido, seria a subversão do estado de direito...

 A aceitação da candidatura de Mário Centeno ao Eurogrupo é por isso também uma derrota para Passos Coelho e Assunção Cristas que, uma vez mais, ficaram no lado errado da história.

quarta-feira, novembro 29, 2017

Reencontros, ou o bom filho à casa torna ...

Desta vez, Marcelo não se mostrou a beijar velhinhas lacrimejantes, nem passeou por paisagens fumarentas, acompanhado por autarcas a culpar o governo pelos atropelos florestais nas áreas das respectivas autarquias.   Este filme já estava muito visto.

Agora foi ao Primeiro Congresso dos Gestores Portugueses. Porém, em vez de falar para gestores, falou para empresários, como se fossem a mesma coisa. Não são, os gestores são empregados dos empresários. Pode parecer semântica, mas não é. Os empresários são capitalistas, isto é, são os que arriscam, investindo capital nas empresas. Os gestores gerem, não arriscam nada.

 A intervenção de Marcelo dirigiu-se a capitalistas e fez suas as dores dos detentores do capital na crítica ao orçamento para 2018: favorecer os desfavorecidos em vez dos privilegiados. Um crime, no entender das associações patronais e respectivos peões de brega, os ditos gestores.

O alinhamento de Marcelo com eles só é surpresa para quem acredita em milagres. Ao reivindicar fatias do dinheiro dos contribuintes para "motivar" os empresários, Marcelo enquanto presidente da República Portuguesa está a dizer ao país qual é  a sua barricada. Sempre pertenceu à classe dominante deste país e, cedo ou tarde, isso havia de vir ao de cima. As selfies e os beijinhos nas velhotas são manobras típicas de personagens elitistas que de vez em quando até são capazes de vestir calças de ganga  e calçar botas, fingindo que se sentem bem entre o povoléu. 
Pura demagogia. Quando sentem os privilégios do seu grupo ameaçados, não há máscara que se aguente.




segunda-feira, novembro 27, 2017

"Está dito"

Não havia necessidade...

Rui Moreira, presidente da câmara do Porto,  não gostou de saber que parte do Infarmed ficará em Lisboa.
Parece que os  laboratórios, razão de ser do instituto, são financeiramente intransferiveis, apesar da vontade do executivo em engrossar o ego do autarca do Porto, já de si exponencial.
O país não é obrigado suportar tais custos.

domingo, novembro 26, 2017

Uma boa notícia

Para os mais novos, que já não foram obrigados a aprender  na escola primária o nome das linhas nem das estações por onde os comboios passavam, lembro que a linha da Beira Baixa começava na Guarda, entroncando com a linha da Beira Alta, e acabava no Entroncamento,  na linha do Norte.
No troço que vai ser recuperado, serão  reactivadas as estações ou apeadeiros de Barracão - Sabugal, Benespera, Maçainhas, Belmonte - Manteigas e Caria.
Parabéns ao governo e às povoações afectadas.

Chamo no entanto a atenção do governo para que não se esqueça de reactivar,  como prometido,   o troço da linha do Douro entre o Pocinho e Barca d'Alva, por onde passou Eça de Queiroz vindo de Paris (A Cidade e as Serras), mas que um século depois foi encerrado, privando os passageiros da linha do Douro de apreciarem a paisagem final do Douro Superior onde se produzem vinhos de qualidade igualmente superior, incluindo o Barca Velha, provavelmente o melhor vinho tinto português.

quinta-feira, novembro 23, 2017

Infarmexit e outros sintomas

A agência Europeia do Medicamento (EMA) vai sair de Londres para Amesterdão porque o Reino Unido decidiu sair da União Europeia.
O Infarmed saiu de Lisboa não se sabe bem porquê.   Do governo dizem que foi do interesse nacional, mas a vox populi diz que foi para satisfazer o ego do presidente da  câmara do Porto, abalado por não ter conseguido ficar com a EMA. 
Quanto ao interesse nacional estaria também salvaguardado em Lisboa, tal como até agora. Resta a segunda hipótese que, como critério de tomada de decisões de um governo, deixa muito a desejar.

Há pelo menos uma certeza: Nesta decisão, tal como na decisão de ser o Porto a concorrer à EMA quando a candidatura de Lisboa já estava lançada, ninguém se preocupou com os custos, o que parece estar a tornar-se num hábito e num péssimo sintoma.

quarta-feira, novembro 22, 2017

Fazer marcha atrás

Os acordos a que o governo terá chegado com os sindicatos dos professores provocaram um turbilhão de reivindicações de outros sectores do funcionalismo público, exigindo tratamento igual.
Em Portugal confunde-se o igual com o igualitário e resulta dessa confusão o facto de as carreiras da função pública terem por base a antiguidade, quando devia ser o mérito.
Com tal critério, em alguns sectores bastará  deixar passar o tempo para se atingir  o topo da carreira. Uma aberração, que sai cara aos contribuintes.

Uma função pública onde a antiguidade subverta o mérito, além de ser um mau exemplo, prejudica o país e cria um fosso discriminatório com os trabalhadores do sector privado, gerando tensões sociais.

Acresce que não há dinheiro para satisfazer todas as reivindicações corporativas de que os sindicatos da função pública se lembram com o beneplácito entusiástico do PCP e do BE, partidos que apoiam o governo,  mas cujas propostas orçamentais só têm  um sentido: aumentar a despesa...



domingo, novembro 19, 2017

Silêncios comprometedores


Há silêncios que falam pelos cototovelos.

quinta-feira, novembro 16, 2017

Angola, revolução tranquila?

O afastamento de elementos da família de José Eduardo dos Santos de postos chave em empresas estatais, bem como a resolução de contratos que algumas empresas da família Santos tinham com o estado angolano, são acontecimentos invulgares.

Que um presidente, pouco depois de ser eleito, afaste os familiares do que o precedeu, parece uma purga. Resta saber se essa purga se destina a uma mudança substantiva ou é mera cosmética para mudar de caras e ficar tudo na mesma.
É cedo para se tirarem conclusões, mas, em Angola, o risco destas mudanças não serem pacíficas é real.




quarta-feira, novembro 15, 2017

Se...

terça-feira, novembro 14, 2017

A Fraude



Só não viu quem não quis ver...


segunda-feira, novembro 13, 2017

"Com políticos e jornalistas destes nunca mais o país sai da parvónia"

Pois é. O falatório à volta do jantar no Panteão já enjoa. Aliás, deixou de se justificar a partir do momento em que ficou decidido acabar com eventos festivaleiros no local. 
A continuação do tema nas televisões e na boca dos políticos, além de sintoma de falta de assunto - o que em políticos inidicia estupidez -, nos jornalistas e comentadores confirma a preguiça a que há muito se dedicam.
Quem perde é o país que com esta gente não passa da cepa torta.
(Título copiado daqui)



domingo, novembro 12, 2017

Padrinhos e afilhados

Os afectos do presidente Marcelo não se limitam a selfies. Certamente inebriado  pelos beijinhos que recebe e dá a quem se põe a jeito, deu-lhe para inventar uma madrinha para todos os portugueses. 
Talvez ele esteja agradecido pelos padrinhos que lhe arranjaram, mas nem todos querem ser afilhados de tal madrinha. Vade retro...

sábado, novembro 11, 2017

Na feira

Assunção Cristas "chocada" com palavras do ministro da Saúde, por ter criticado as greves de  profissionais de saúde, insensíveis a um certo país velho, doente e abandonado.

De visita à feira da Golega, a líder do CDS rejeita essa ideia porque o país tem o cavalo lusitano e produtos agrícolas muito bons... 

Não sei se a CAP lhe perdoará o esquecimento dos touros de luta.

São Martinho, castanhas e vinho...

quarta-feira, novembro 08, 2017

Emendar a mão

A prisão preventiva dos independentistas catalães, além de ser juridicamente questionável como abordamos em texto anterior, veio dar força aos que lutam pela independência da Catalunha, um efeito contrário ao pretendido pela desastrada decisão.

Por isso, ou porque as reações internacionais à prisão dos líderes catalães estão longe de ser favoráveis ao governo de Madrid,  consta que o Supremo Tribunal de Espanha se prepara para avocar os processos e revogar aquela decisão.

Quando a justiça é usada para resolver problemas políticos, deixa de ser justiça.


terça-feira, novembro 07, 2017

Diabo em forma de gente

O mafarrico tem muitas caras e algumas nem disfarçam o fogo que as consome.
Não sou perito, mas parece que o orçamento para 2018 está a incomodar muita gente porque, afinal, cumpre as metas do deficit sem rejudicar o desenvolvimento nem aumentar os impostos.
Obviamente, o Diabo não gosta e os acólitos barafustam. É só raivinha.

domingo, novembro 05, 2017

Chapelada

Habitualmente discordo do que escreve Henrique Raposo, mas desta vez tiro-lhe o chapéu.
Que o sector do turismo paga mal aos seus trabalhadores é degradante, face ao sucesso do sector. Porém, como refere também o cronista no mesmo artigo, infelizmente o turismo não é o único sector de sucesso que assim se comporta com os seus trabalhadores. O do calçado é o exemplo referido, mas os exemplos multiplicar-se-iam se nos debruçássemos sobre cada um dos sectores empresariais portugueses.

Continuamos a ter uma economia baseada em salários muito baixos, o que, ao contrário do que defendem os empresários com a ajuda dos partidos de direita, não favorece a economia do país nem melhora as condições de vida de quem trabalha.

Por isso registo o facto de um cronista, que por norma alinha com as posições da direita, critique e com razão os salários miseráveis praticados pela hotelaria, mas não só.


sexta-feira, novembro 03, 2017

Justiça e tiros no pé

A recente prisão preventiva de vários membros do governo autónomo da Catalunha, na sequência da declaração unilateral da independência daquela região, levanta algumas questões:

Embora não seja essa a prática em Portugal, a prisão preventiva é uma medida excepcional, não devendo prevalecer face aos direitos individuais, como a liberdade. Por isso, num estado de direito democrático deveria ficar reservada a arguidos indiciados  por crimes cuja violência  põe em causa a vida em sociedade. Aplicá-la a arguidos indiciados por crimes não violentos não se justifica em democracia, seja em Espanha, Portugal, ou em qualquer estado de direito. Há outras formas de garantir a aplicação da justiça.

O uso abusivo da prisão preventiva revela a dificuldade dos agentes da justiça em justificar a acusação, esgotando por vezes os prazos da prisão preventiva sem produzirem acusação. Na prática é uma punição antes da condenação, o que resulta numa flagrante injustiça

A luta pela independência da Catalunha pode não ter fundamentos válidos mas, até agora, foi feita por meios pacíficos, pelo que não se entende que os líderes que deram a cara por essa luta sejam presos antes de serem julgados e condenados.

Do ponto de vista político, a prisão preventiva dos elementos do governo catalão, além de não se justificar juridicamente, é um revés que quem defende a integridade territorial de Espanha dispensaria...

quarta-feira, novembro 01, 2017

Rezar para chover

Quando o cardeal de Lisboa aconselhou a oração para fazer chover, já o IPMA, Instituto Português do Mar e da Atmosfera, anunciava chuva para esta semana. 
A atribuição milagreira  a eventos previsíveis não é de agora: Saramago insinua no Memorial do Convento que quando os frades franciscanos "garantiram" a Dom João V que Deus lhe daria um filho se prometesse construir-lhes um convento, já a rainha, Maria Ana da Áustria, estaria grávida do futuro rei Dom José I...

Como habitualmente quando se trata de dinheiros públicos,  também Dom João V foi generoso a cumprir a promessa mandando construír em Mafra o maior convento de Portugal, sem esquecer a Tapada onde o seu hepta-neto, Dom Carlos I, ainda caçou.

Não se conhecem as exigências de Dom Manuel Clemente para fazer chover. Conventos estão  fora de moda, mas há por aí muito colégio à espera do orçamento...




terça-feira, outubro 31, 2017

Fuga à justiça

Pouco depois de ser anunciado um processo acusatório por rebelião, sedição e  outros crimes contra o estado espanhol,  o presidente catalão, Carles  Puigdemont,  acompanhado de cinco membros do seu governo, refugiou-se na Bélgica. 
Três dias depois de terem festejado nas ruas a Declaração Unilateral da Independência da Catalunha, os catalães independentistas ficaram confusos, estranhando o abandono dos  lideres que prometeram resistir à intervenção do governo central.

A meteórica contratação do advogado belga que se celebrizou a defender etarras, por Puigdemont, indicia os medos que  o apoquentam, mas não melhora a sua imagem.  

segunda-feira, outubro 30, 2017

A varinha mágica de Marcelo

Marcelo Rebelo de Sousa pensa que tem uma varinha mágica para resolver problema dos fogos florestais. Não diz qual é,  mas acha que Governo (António Costa) tem obrigação de descobrir.

A realidade é bem diferente do que o presidente da República quer fazer querer:
Os fogos florestais não acabam por magia nem pelo  voluntarismo populista que o possui.
Acabar com os fogos pressupõe decisões impopulares de que Marcelo nem se atreve falar, deixando para o governo o ónus de as anunciar.
Ele limita-se a mandar bocas, porque não sabe fazer outra coisa, nem fez ao longo da vida. É um marketeer sem nada para vender a não ser a cusquice  em que se viciou.
Não será ele a acabar com os fogos florestais, nem mesmo o governo, apesar da vontade do primeiro-ministro em lhe agradar.
Milagres não há e, tal como está, o pouco que resta da floresta portuguesa só pode arder, como para o ano se verá...

domingo, outubro 29, 2017

O bobo que queria ser rei

O Observador chama-lhe presidente-rei, numa óbvia colagem à deriva populista de Marcelo Rebelo de Sousa que voou para os Açores depois de ter provocado uma crise política, imitando Cavaco Silva que em plena  crise da demissão irrevogável de Paulo Portas foi anilhar cagarras para as Selvagens...

Em  vez de  cagarras, Marcelo foi aos Açores confirmar que as vacas não voam - nem mesmo as açorianas - comer queijo e dar beijinhos a quem apanha a jeito. Nos intervalos continuou a mandar recados ao governo, lembrando que a legislatura acaba dentro de dois anos, uma novidade para os portugueses, tão  ilusionados com os milagres da geringonça que já a julgariam eterna...
Pretenderá o presidente que ministros e deputados, a quem também já manda bocas, vão plantar árvores nas áreas ardidas, ou fazer serventia aos pedreiros que estão a reconstruir as casas. 
Mal comece a chover vê-lo-emos a plantar uma árvore. Será um eucalipto? Espera-se que o país se mobilize para tão nobre tarefa, embora ainda não o tenhamos ouvido falar disso. 

Também ainda não o ouvimos sobre o castigo a aplicar aos incendiários, pois já ninguém duvida que a maioria dos incêndios são de iniciativa humana. Mais de 500 fogos ateados numa noite é obra que pressupõe muita gente envolvida embora ninguém o denuncie, o que não deixa de ser sintomático de que algo mais negro do que o fumo está por detrás destes fogos.

Porém, como investigar dá trabalho, é mais fácil malhar  no governo, porque não havia bombeiros disponíveis para tantos fogos, porque os aviões e os helicópteros não voam de noite, porque não chove, porque dá votos à direita  e o presidente quer, e se o presidente quer não se discute, a fazer fé no Observador...

Mas nem todos acreditamos no Observador,  nem todos gostamos de reis, sobretudo quando são tão histriónicos que  se confundem com bobos. 



sexta-feira, outubro 27, 2017

República da Catalunha

O parlamento autónomo da Catalunha acaba de declarar a independência da Catalunha.

Quase em simultâneo, o senado do estado espanhol autorizou  o governo de Espanha a suspender a autonomia da Catalunha, esperando que  imponha a a legalidade constitucional naquela comunidade autónoma.

Em Barcelona anuncia-se resistência às decisões do governo espanhol, em Madrid garante-se que a legalidade vai ser reposta.

Aguardam-se os próximos desenvolvimentos.

Um presidente instável

Não é de agora. Marcelo Rebelo de Sousa é uma personalidade irrequieta que gosta de palco e do espetáculo. O seu estilo de prima dona foi gerando inimizades entre os que mais de perto com ele conviveram. Os afectos que pratica, distribuindo abraços e beijinhos a gente distante do seu estatuto social, fazem parte do espetáculo de prima dona.

O recente ataque ao governo era previsivel, pois Marcelo não admite concorrência em palco. A crescente popularidade do governo ofuscava há muito a vaidade artística que o caracteriza e a vitória esmagadora do PS nas eleições autárquicas fez-lhe disparar o ego. A tragédia dos incêndios deu-lhe o motivo para o ataque descabelado qe vinha preparando.

O responsável pela crispação de que agora se queixa é ele, que não suportou a convivência com um primeiro-ministro calmo e sensato que tinha ganho a confiança dos portugueses, iniciando um ciclo de desenvolvimento cujo sucesso foi reconhecido internacionalmente. A normalidade política que se vivia era benéfica para o  país, mas insuportável para quem se alimenta do espectáculo.

Cedendo à sua vaidade egocêntrica, Marcelo não hesitou em fomentar uma crise política e duma cajadada desrespeitou a constituição, por violação da separação de poderes, e pôs em causa o superior interesse do país. 
As lágrimas que anda a verter a propósito dos incêndios não desculpam o mal que fez. 
Quando se queixa de que passa a vida a colar tudo, seria bom que reparasse nos estilhaços que provoca.


quarta-feira, outubro 25, 2017

Censura

A apresentação da moção de censura por Assunção Cristas foi uma farsa. A líder do CDS é uma farsante arruaceira que até à data nada acrescentou de positivo ao ambiente político da nossa demcracia. 
Aliada de Passos Coelho durante os quatro anos de desperdício governamental que delapidou o país, foi ela que confessou sem pestanejar ter concordado de olhos fechados com a destruição do Banco Espírito Santo...

Esta oportunista, que teve o desplante de  anunciar uma moção de censura num dia de luto nacional pela morte de dezenas de vítimas dos fogos, é a mesma irresponsável que participou em toda uma panóplia  de decisões contrárias à defesa da floresta durante o governo em que foi ministra da agricultura. A lista é grande e está aqui.